Oficina: "assédio sexual e moral no trabalho" dia 19/10/2018
Mediante a demanda das trabalhadoras em trabalhar o tema de assédio dentro do trabalho, o projeto decidiu desenvolver uma oficina que trabalhasse os diversos aspectos e modalidades de assédio dentro do trabalho. A oficina foi aberta para todos os trabalhadores, inclusive homens e trabalhadores de outras áreas, como da portaria.
Iniciou-se a oficina com a apresentação de conceitos acerca de assédio. O que é assédio moral e sexual no ambiente de trabalho e suas possíveis formas de manifestação. A professora coordenadora Renata Dutra explicou a diferença entre assédio moral horizontal, que se estabelece quando praticado entre colegas de trabalho e assédio moral vertical, quando há a presença do chefe, podendo ser também ascendente ou descendente.
O segundo momento da oficina tratou da dinâmica do contra e do a favor. Xs trabalhadorxs foram divididxs em grupos. A dinâmica consistia em defender a proposta do grupos, sendo a favor ou contra. Enquanto histórias, reais ou não de assédio eram narradas um grupo deveria discordar ou concordar com a atitude. A divisão não funcionou muito bem; um dos trabalhadores, Geninho, não se sentiu a vontade e disse que seria melhor propor a divisão em um momento no qual os participantes estivessem mais a vontade, uma vez que muitos ali eram tímidos e não se sentiam confortáveis em falar. Dessa forma, a dinâmica ficou aberta e quem se sentiu a vontade para comentar as narrativas foi falando.
O primeiro caso era sobre conquistar uma pessoa através da importunação. Surgiram algumas falas e questionamentos como sobre como saber se há ou não reciprocidade, se pode ou não conquistar alguém no ambiente de trabalho e quais os limites para paquera. Algumas trabalhadoras disseram que é necessário ter respeitos com xs colegas e que não acha correto paquera no ambiente de trabalho. Vânia disse que não é certo dentro do trabalho, mas fora sim. Chico disse que brinca com as colegas, mas que sempre com o maior respeito. Além disso, que o limite depende da cabeça do outro.
O segundo caso tratou aceca de um beijo no rosto forçado. As falas se basearam em quase um consenso de que tocar, beijar o rosto sem a permissão e sem a intimidade necessária seria um ato desrespeitoso. Porém, um dos trabalhadores (Geninho) disse que independente se fosse na mão, no rosto ou no braço, depende da forma, mas que o rosto chama mais atenção.
O terceiro caso foi sobre assédio moral. A situação apresentada levou a uma das trabalhadoras a associar com um ocorrido dentro da faculdade. Renilda expôs o caso e disse que ela e xs colegas foram comparados a patinhos andando em fila, devido ao uniforme. Ela mostrou-se ofendida e constrangida com a situação.
O quarto caso foi também sobre assédio moral entre colegas. Tratou de jogar indiretas uns aos outros. Sara disse que é necessário ser profissional e que todo mundo precisa impor respeito. Mais uma vez a questão de que o que é assédio depende da cabeça da pessoa foi levantada.
O terceiro e último momento consistiu na exibição de um vídeo do Ministério Público do Trabalho que trazia exemplos e conceitos acerca de assédio. O vídeo foi analisado e os conceitos debatidos e explicados, reforçando a diferença entre paquera e assédio sexual no trabalho.


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